Prezados Leitores,
Diante da quantidade de e-mails recebidos e questionamentos, resolvemos opinar sobre a notícia veículada na folha sobre a realização de Congresso dos Ministros do Tribunal Superior do Trabalho patrocinado, pago, pela Febraban – Federação dos Bancos, em Hotel de Luxo na Bahia.

Bem, nosso objetivo aqui não é o de julgar a lisura do Congresso e o de insinuar que os Magistrados vão ficar mais tolerantes quanto aos empregadores banqueiros, mas sim de dar uma visão daqueles que são leigos no Direito e que possuem reclamações trabalhistas contra os Bancos. Obviamente, eles não se sentirão tão confiantes no julgamento dos processos.
Confesso que nunca senti nas decisões do TST tolerância velada aos Bancos, mas sim muita exigência, mas…. é como diz o dito, não podemos ser isentos apenas, temos que parecer como tais. A moralidade, transparência, publicidade, isenção, ética, são princípios consagrados pela Constituição Federal de 1988, no seu art.37, idem, o Código de Ética dos Magistrados editado recentemente pelo Conselho Nacional de Justiça.
Enfim, é isso, o Congresso patrocinado pelos Bancos não se coadunam com esses objetivos e princípios, por conta disso o TST não precisaria de tal alento para se reunir com advogados e discutir temas atuais, já participei de eventos dentro do próprio TST e foram inesquecíveis, creio que dessa forma atingiriam o mesmo fim.
Reflitam.
Sds Marcos Alencar
junho 30th, 2009 at 9:57
Se nos assusta estas negociatas com o TST imaginem quanto esquema existe no Judiciário brasileiro? Os Tribunais estaduais são casas de negociatas e acesso a Justiça neste país é uma questão de poder: devemos nos convencer que acima do direito está a vontade e esta é que demanda nas decisões judiciais. O dinheiro é que balisa a vitória da parte.
Enfim nossa esperança estará à sorte de novas gerações que deverão substituir esta velha oligarquia, corrupta e viciada em favores – é o que nos resta.
Justiça por estas terras tupiniquins? Ministério Publico e a Polícia Federal – o resto é ilusão.