Para nós, a prevenção trabalhista quando o assunto é trabalhismo, significa monitoramento on-line de todas as atitudes que se relacionam com o contrato de trabalho no organismo empresarial. Para demonstrarmos o que isso significa, fazemos aqui um paralelo. Imagine a empresa como um ser humano. Existem vários que levam uma vida regrada e cheia de preocupações com a saúde e com o futuro, e outros que fazem de tudo para destruí-la, não se preocupando nem um pouco com o dia de amanhã.
Existem dias de calmaria, de stress, de extravagâncias (os finais de semana, por exemplo). Imagine novamente, o seu médico acompanhando todos os seus passos, analisando e monitorando as suas atitudes. As empresas trabalham dessa mesma forma. Essas oscilações de comportamento refletem diretamente nas relações de trabalho, em muitas vezes gerando passivos trabalhistas.
O mal funcionamento de um software, provoca horas extras; o afastamento por doença de um funcionário, gera a sua substituição, que pode ser alvo de acúmulo ou de desvio de função; a dimunuição do poder de compra, causa demissões; as divergências de opinião quando muito acirradas, podem gerar danos morais; a necessidade de reduzir custos gera a contratação de prestadores de serviços e de PJs (falsas pessoas jurídicas), etc..
A dinâmica é imensa. Milhares de situações acontecem nesse convívio empresarial, interno e externo, que repercutem nas relações de trabalho.
O que fazer para minimizar os riscos de se pagar essa conta mais tarde?
É aí que entra a “PREVENÇÃO TRABALHISTA”, que se feita de forma correta e sem “charlatanismo” funciona como um “medidor permanente” de tais ocorrências.
A correta “PREVENÇÃO” monitora essas variações do comportamento empresarial, gerando informes, e uma luz amarela se acende para o gestor trabalhista da empresa, e esse por sua vez passa a atuar de forma a corrigir, sanear, ou apenas atenuar o problema, sem deixar que ele se acumule ou caminhe desacompanhado.
Os alertas e essas correções, se feitas com sucesso, apontam para o que paga a conta, o custo que se tem com a mudança de posição e os riscos que a empresa está sendo submetida, permitindo assim uma tomada de decisão fundamentada.
Muitos confundem a “PREVENÇÃO TRABALHISTA” com a realização de cursos e treinamentos, quando na verdade estes são apenas um dos capítulos dessa árdua tarefa, de acompanhar passo a passo todos os caminhos percorridos pelo “organismo empresarial” e informá-lo a respeito do que é bom e ruim.
Nos dias de hoje, com a fiscalização mais acirrada e os custos mais enxutos, cada vez mais, prevenir é muito mais vantajoso do que remediar.
Sds Marcos Alencar.
setembro 10th, 2009 at 9:17
Dr Marcos , Bom dia.
Gostei muito deste artigo , e , queria fazer um questionamento. A prevenção trabalhista como citada pelo senhor , no caso de uma empresa de grande porte que tem inumeros problemas com ações trabalhistas , a prevenção ja nao deveria começar na hora da contratação , no RH ? Se fosse feito uma checagem do background do funcionario, referencias , creio que a incidencia de ações trabalhistas nao seria tao grande, logico tambem , que depende muito da empresa e o jeito que ela toma as redeas.
Att
Pedro
setembro 10th, 2009 at 19:15
Prezado Pedro, isso que você relata já é uma forma de prevenção. Sds Marcos Alencar